Quais os tipos?

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Vamos nos deter às formas especiais de angioedema que ocorrem sem a presença de urticas – são os chamados angioedema sem urticas, que ocorrem pelo acúmulo de bradicinina no sangue.

Existem 3 tipos conhecidos:

  • Angioedema hereditário
  • Angioedema adquirido
  • Angioedema causado pelo inibidor da enzima da conversão da angiotensina (inibidor da ECA)
Angioedema hereditário

Angioedema hereditário

Angioedema Hereditário
É uma doença genética rara causada pela alteração de uma proteína denominada inibidor de C1 (C1-INH), que pode ser hereditária ou causada por uma mutação.

A característica principal dessa doença é o aparecimento de grandes inchaços de maneira recorrente durante a vida. Esse angioedema afeta principalmente a face, mãos, pés, genitais, laringe e intestinos.

Os inchaços na face, genitais e extremidades causam grande incômodo estético por serem deformantes e muitas vezes dolorosos. Quando acometem o intestino, podem causar dor abdominal, diarreia e até vômitos. O maior problema ocorre quando acomete a laringe, que é uma parte das vias respiratórias, pois o inchaço da laringe pode levar a um quadro de asfixia e até morte se não for tratado rapidamente.

As crises de angioedema hereditário ocorrem espontaneamente ou em decorrência de infecções, cirurgias, traumas, estresse, menstruação, mas muitas vezes aparecem sem dar avisos.

Angioedema Adquirido
O angioedema adquirido é uma forma muito rara de angioedema sem urticas que ocorre pela deficiência do inibidor de C1.

É chamado de adquirido por surgir em decorrência de outras doenças, principalmente doenças linfoproliferativas (por exemplo, linfoma) ou doenças autoimunes que levam a um consumo exagerado do inibidor de C1.

Os sintomas são semelhantes ao do angioedema hereditário.

Angioedema pelo inibidor da enzima de conversão (IECA)
A sigla IECA (inibidor da enzima da conversão da angiotensina) é a abreviação de um grupo de medicamentos muito utilizados para o controle da hipertensão e da insuficiência cardíaca. São aqueles medicamentos cujo nome termina em “pril”, como por exemplo captopril, enalapril, fosinopril, lisinopril e quinapril.

Até 3% dos pacientes que tomam estes remédios podem ter crises repetidas de angioedema. Estas crises podem começar logo após o início do tratamento ou mesmo meses ou até anos após. Isso torna o diagnóstico difícil.

Nesse tipo de angioedema, não ocorre alteração no inibidor de C1, mas o aumento da disponibilidade da bradicinina no sangue. Acomete principalmente a região facial, lábios e língua, podendo levar a asfixia por fechamento das vias aéreas superiores. Os edemas são muito intensos e duradouros.

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