Tratamentos disponíveis

[shortmenu menu=”menu02″ id=”menu02″ enhance=”true” submenu_transparency=”0.8″ arrow=”true” is_responsive=”true” ]

Tratar o portador de urticária é um desafio. Não existe um tratamento que seja único e ótimo para todos os pacientes. Ele deve ser individualizado, considerando cada doente e o seu tipo de urticária.

First aid kitÉ importante frisar que só um médico pode conduzir um tratamento de urticária. Ele será capaz de fazer o diagnóstico correto da doença, dos tipos e, assim, iniciar o tratamento.

Urticária aguda – baseia-se no uso de anti-histamínicos e, em algumas situações, no uso de corticoide sistêmico por curto período de tempo. Na emergência, usa-se anti-histamínicos por via venosa e adrenalina por via subcutânea. Pacientes com grande risco de urticária e angioedema alérgico grave podem carregar consigo e utilizar uma seringa autoaplicável de adrenalina, para uso em situações de emergência.

Urticária crônica: o tratamento é realizado em etapas, isto é, passa-se ou não à etapa seguinte conforme a melhora dos sintomas. Não é um tratamento curativo, mas sim que busca deixar o portador assintomático (sem sintomas).

A primeira e a segunda etapas consistem no uso de anti-histamínicos anti-H1, chamados popularmente de antialérgicos. No Brasil existem diversos tipos de anti-histamínicos no mercado. Conforme as recomendações científicas atuais, inicia-se o tratamento com a dose padrão preconizada em bula. Caso os sintomas não desapareçam, passa-se à segunda etapa, em que se aumenta a dose do anti-histamínico escolhido em até 4 vezes. Não havendo melhora, existe ainda a opção de adicionar uma combinação de dois medicamentos antialérgicos diferentes ou, em alguns casos, um anti-histamínico anti-H2 (ranitidina).

Caso não haja desaparecimento da urticária com o uso de anti-histamínicos anti-H1, será necessário passar para as demais etapas, em que medicações mais complexas são adicionadas ao tratamento. Existem várias opções possíveis como dapsona, antileucotrienos, ciclosporina e outros imunossupressores. A escolha do tratamento é individual para cada portador de urticária e dependerá sempre do tipo de urticária, das outras doenças que a pessoa possui e da experiência de cada médico. Seu médico saberá avaliar qual medicamento provavelmente será melhor para seu tipo de urticária.

Uma nova medicação para uso nos pacientes com urticária crônica espontânea que não respondem aos anti-histamínicos (antialérgicos) foi aprovada no Brasil pela ANVISA em dezembro de 2015. Essa nova medicação chama-se Omalizumabe. O Omalizumabe é um medicamento de uso injetável (via subcutânea) cuja dose recomendada é de 300mg a cada 4 semanas. Sua aprovação pela ANVISA traz ao paciente com urticária crônica espontânea de difícil controle a possibilidade de uma nova opção de tratamento com resultados científicos animadores considerando segurança e eficácia, porém de custo alto.

Deve ser sempre lembrado, pelos riscos de efeitos colaterais graves, que o uso de corticoides sistêmicos (prednisona, prednisolona, betametasona) por médio e longo prazos precisa ser evitado no tratamento de todos os tipos de urticária crônica. Os efeitos colaterais do uso crônico de corticoide sistêmico incluem: catarata, osteoporose, aumento do apetite, aumento de peso, insônia, entre outros. Somente em situações especiais usa-se esse tipo de medicação por até 7 dias.

Bibliografia:

  • J Allergy Clin Immunol. 2014 May;133(5):1270-7
  • Allergy. 2014 Jul;69(7):868-87
  • J Allergy Clin Immunol Pract. 2014 Sep-Oct;2(5):601-6
1