Uma nova opção de tratamento para urticária crônica espontânea grave foi aprovada pela ANVISA, no Brasil, em dezembro de 2015. O medicamento chama-se omalizumabe.

Omalizumabe é uma terapia imunobiológica, isto é, que modifica a resposta imune. Essa medicação já tinha aprovação no Brasil para uso na asma grave desde 2006. Na Europa e Estados Unidos, o uso para asma também existe há muitos anos e, há cerca de 1 ano, foi aprovada para uso na urticária.

O omalizumabe é indicado para tratamento de adultos e crianças acima de 12 anos portadores de urticária crônica espontânea grave que não respondem ao tratamento convencional de primeira e segunda linhas, isto é, que não respondem aos anti-histamínicos (antialérgicos). Seu uso é subcutâneo, mensal, com aplicação supervisionada e restrita a clínicas e hospitais. A prescrição deve ser feita pelo seu médico.

Os estudos científicos mostram que o omalizumabe é uma opção para esses casos de difícil controle e apresenta boa resposta e bom perfil de segurança. Estudos adicionais estão sendo conduzidos mundialmente para o tratamento de outros tipos de urticária, que não a urticária crônica espontânea.

O maior empecilho ao uso do omalizumabe no Brasil, nos pacientes que realmente necessitam, é a dificuldade de acesso ao medicamento pelo alto custo. Esse é um problema que já ocorre com outras medicações imunobiológicas que existem para o tratamento de outras doenças – inflamatórias e oncológicas.

Seu médico especialista – dermatologista ou alergista/imunologista – saberá qual caminho escolher caso você tenha uma urticária crônica espontânea de difícil controle. O importante é que agora temos mais uma opção, dentre as que já existem no mercado nacional, para o tratamento e controle da urticária crônica espontânea que não responde a anti-histamínicos.

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